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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Notícias / Pecuária

China entra no radar do mercado e ajuda a enfraquecer preço do boi gordo

Importadores chineses impõem preços mais baixos à carne brasileira, reduzindo a margem de lucro dos frigoríficos exportadores; em SP, animal macho terminado recuou R$ 2/@, chegando

China entra no radar do mercado e ajuda a enfraquecer preço do boi gordo
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O mercado brasileiro do boi segue pressionado, marcado por uma boa oferta de animais na maior parte do Brasil e, consequentemente, pelas escalas de abate ainda confortáveis entre as principais indústrias frigoríficas.

Em São Paulo, o mercado do boi gordo vivenciou mais uma semana de queda nos preços da arroba.

Nesta quinta-feira, 20 de outubro, o animal macho “comum” (destinado ao mercado interno) registrou queda de R$ 2/@ nas praças do interior paulista, ficando cotado em R$ 280/@ (valor bruto e a prazo), segundos os dados apurados pela Scot Consultoria.

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Por sua vez, a cotação da novilha gorda sofreu recuo diário de R$ 3/@, atingindo R$ 272/@, enquanto o preço da vaca gordo ficou estável e, portanto, segue valendo R$ 265/@ no mercado paulista (valores brutos e a prazo).

O chamado “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está cotado em R$ 285/@ em São Paulo, acrescenta a Scot.

Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, do lado da demanda, as exportações brasileiras de carne bovina continuam em ritmo acelerado. “Os embarques em outubro/22 já superaram todo o volume exportado em outubro/21”, destaca Fabbri.

 

Porém, alerta o analista da Scot, apesar dos bons volumes embarcados, a China, principal compradora da proteína bovina brasileira, endureceu as negociações com o Brasil e os preços da carne exportada ao país asiático caíram, diminuindo bastante as margens da indústria e tirando o apetite comprador de boiadas gordas.

Além disso, continua Fabbri, considerando o mercado interno, ainda não há resposta ou perspectivas de mudanças fortes no comportamento da demanda, apesar do histórico e expectativas positivas para o último terço do ano.

Com isso, na visão do analista da Scot, no curto prazo, o mercado do boi gordo seguirá pressionado.

Na opinião dos analistas da IHS Markit, nos últimos dias desta semana, a pressão baixista se renovou, endossada pela baixa liquidez das vendas de carne nesta segunda quinzena de mês, mas também por novos rumores relacionados à possível retração das vendas de carne bovina à China.

“Há relatos de plantas frigoríficas exportadoras paralisando abates e redirecionando lotes para outras unidades”, dizem os analistas da IHS.

Com isso, diz a consultoria, o panorama do mercado segue fundamentado pela grande disparidade ocasionada entre oferta e demanda de boiadas gordas.

“Nas últimas semanas, as preocupações quanto à consistência das exportações brasileiras de carne bovina fomentam maior cautela ao setor, já que uma retomada do consumo doméstico deve ocorrer apenas nos últimos meses de 2022”, relata a IHS, que acrescenta: “A estratégia é manter uma produção minimamente adequada à demanda vigente diante da possibilidade de algum impacto negativo sobre as vendas externas”.

Desta forma, reforça a IHS, os frigoríficos brasileiros continuam regulando aquisições de animais.

No tocante ao cenário interno, diz a IHS, espera-se que as festas de final de ano, bem como o período de Copa do Mundo, possam minimamente trazer incremento ao consumo interno de carne bovina, contribuindo para o escoamento da produção e, possivelmente, para uma maior estabilidade nos preços da proteína.

Nesta quinta-feira, relata a IHS, houve novos registros de quedas nas cotações do boi gordo em algumas praças brasileiras.

“As quedas permanecem ancoradas em escalas alongadas e players ausentes das compras de gado, retornando apenas em meados da próxima semana”, diz a IHS.

Segundo a consultoria, novos avanços nas programações de abate foram observados nesta quinta-feira, com escalas que já adentram a segunda semana de novembro, o que reduz ainda mais o apetite comprador por parte da indústria.

Em MG-Triângulo, houve recuo na cotação da arroba do boi gordo de R$ 287/@  para R$ 282/@, de acordo com apuração da IHS Markit.

No MT-Cáceres e Barra do Garça, os preços registraram decréscimo diário de R$ 256/@ para R$ 252/@, destaca a IHS.

“O excesso de umidade dificulta o manejo nos confinamentos ao mesmo tempo que reforça a saída dos animais ao mercado”, observa a IHS.

No mercado atacadista, o volume de oferta de carne bovina com osso acima da demanda vigente abriu espaço para quedas nos preços, de modo a garantir maior vazão dos estoques, informa a IHS.

Assim, nesta quinta-feira, o preço da carcaça bovina cedeu, recuando de R$ 18/kg para R$ 17,50/kg.

“O consumidor final permanece optando por proteínas concorrentes, que têm preços mais competitivos, contribuindo para demanda mais contida da carne bovina nesta etapa do mês”, justificam os analistas da IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 20/10
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 268/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTALDBO

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