Nesta segunda-feira, 10 de outubro, o mercado brasileiro do boi gordo registrou baixa liquidez nos negócios, obedecendo ao típico comportamento do setor no primeiro dia da semana, quando os frigoríficos buscam avaliar o resultado das vendas de carne e estoques antes de retornar mais ativamente às compras da matéria-prima.
Nesse contexto, os preços da arroba permaneceram majoritariamente estáveis nas regiões pecuárias do País, informa a IHS Markit.
Entre os Estados brasileiros, foram observadas variações pontuais (altas no valor da arroba do boi gordo) nas praças do Rio Grande do Sul e de Goiás, segundo apuração a IHS.
No mercado gaúcho, alguns repiques de venda possibilitaram a precificação mais firme da arroba com foco no mercado externo.
Por sua vez, em Goiás, diz a IHS, houve algumas indústrias locais que estavam com certa dificuldade em originar animais para além desta semana. “O pequeno ajuste positivo no preço da arroba foi suficiente para gerar maior liquidez e garantir o avanço das escalas de abate para mais de uma semana”, relata a IHS.
Nas demais regiões, segundo a IHS, os preços do boi gordo seguem estáveis, refletindo a fraca atuação de ambas as pontas do mercado.
Nas praças de São Paulo, de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, as cotações iniciaram a semana estáveis.
Dessa maneira, o boi gordo segue cotado em R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 277/@ (preços brutos e a prazo).
Os bovinos destinados ao mercado da China (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) estão cotados em R$ 290/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
Segundo a IHS Markit, há relatos de que as vendas de carne bovina ao mercado chinês sinalizam arrefecimento, situação que já começa a mexer na estratégia de abate de algumas plantas frigoríficas exportadoras.
Embora as vendas no mercado doméstico tenham iniciado um movimento de recuperação, a China é um importante agente do setor, reforçam os analistas da IHS.
Tal fato pode neutralizar maiores valorizações nos preços da proteína, bem como da arroba, acredita a IHS. Atualmente, cerca de 60% do volume de carne bovina brasileira exportada tem a China como principal destino.
Tal papel tem auxiliado na equalização dos estoques internos num momento em que o consumo doméstico ainda esboça recuperação, em linha com dados positivos da economia, observa a IHS.
“Nesse contexto, entender a apetite chinês, além da intensidade dos demais mercados consumidores, será decisivo na estratégia das indústrias frigoríficas pela demanda por gado”, ressalta a IHS.
No mercado atacadista, as vendas de carne bovina vieram dentro das expectativas da cadeia, sob efeito da entrada da massa salarial, informa a IHS.
“Não há relatos de sobras nos distribuidores ou varejistas, o que tem colaborado para suporte ao movimento de estabilidade nos preços dos principais cortes bovinos”, afirmam os analistas da IHS.
Paralelamente, os preços das demais carnes (frango e suína) também reagiram, o que também gera suporte aos preços da proteína vermelha.
“Resta saber, se há espaço para novas altas nos preços da carne bovina”, observa a IHS.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 10/10
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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