
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma firme defesa de seu governo e refutou as acusações de tentativa de golpe durante um ato realizado na Avenida Paulista neste domingo (25). Ele negou que tenha tentado dar um golpe de Estado, como suspeita a Polícia Federal, e defendeu a pacificação do país, pedindo um projeto de anistia aos manifestantes que participaram dos protestos de 8 de janeiro.
Bolsonaro afirmou que usou um dispositivo da Constituição, que prevê a intervenção das Forças Armadas em caso de grave ameaça à ordem constitucional, mas que a palavra final caberia ao Congresso Nacional. Ele disse que não tinha nada a esconder e que buscava a harmonia entre os poderes.
“Teria muito a falar. Tem gente que sabe o que eu falaria. Mas o que eu busco é a pacificação, passando uma borracha no passado,” disse o ex-presidente. “Nós já anistiamos, no passado, quem fez barbaridade. Agora, nós pedimos a todos um projeto de anistia no nosso país. E quem depredou o patrimônio que pague, mas essas penas fogem ao mínimo da razoabilidade. Pobres coitados que estavam no dia 8 de janeiro,” acrescentou.
O ex-presidente também agradeceu a adesão dos manifestantes, que vestiam as cores verde e amarela e levavam bandeiras do Brasil. Ele reafirmou seus valores conservadores e disse que não queria o socialismo ou o comunismo no Brasil.
“Vocês nos trazem esperança, energia, garra, certeza que temos como vencer. Nós não queremos um socialismo para o Brasil e não podemos admitir um comunismo em nosso meio. Não queremos ideologia de gênero e queremos respeito à propriedade privada. Queremos direito à defesa da própria vida, respeito à vida desde a concepção, não queremos a liberação das drogas,” disse.
De acordo com os organizadores, cerca de 700 mil pessoas compareceram à manifestação, e de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), 750 mil pessoas, no total, participaram do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para este domingo (25/2) na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Nas estimativas do órgão, o número leva em conta o público reunido na avenida, de 600 mil, e também nas ruas adjacentes, onde se aglomeraram 150 mil pessoas.
Aliados do ex-presidente também estavam presentes. Além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), compareceram o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e a vice-govenadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a manifestação serve para celebrar o verde e amarelo e o amor ao país, ao Estado Democrático de Direito e para entender os desafios que, de acordo com o governador, existem atualmente.
“O desafio da representatividade que será vencido com liberdade de expressão, pensamento e manifestação sem censura. O desafio da segurança jurídica para que tenhamos previsibilidade, para trazer investimentos. O desafio da justiça social”, disse.
Tarcísio classificou o ato como “festa bonita”. “Eu tenho certeza que vocês estavam com saudade de vestir o verde e amarelo. Eu tenho certeza que vocês estavam com saudade do nosso presidente Jair Bolsonaro”.
Alguns aliados não puderam comparecer em decorrência de medida expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que proíbe o contato entre investigados com o político, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, os generais Heleno e Braga Netto, entre outros.
Pastor Silas Malafaia defende o ex-presidente Jair Bolsonaro em ato na Avenida Paulista

Líder do ato em apoio a Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo (25/2), o pastor Silas Malafaia fez um discurso firme no qual elogiou diversas vezes a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que existe uma “conspiração para tentar prender” o líder político. “Eu não vim aqui ofender o Supremo Tribunal Federal, porque quando você ofende uma instituição, você é contra a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Vou mostrar para vocês a conspiração para tentar prender Jair Messias Bolsonaro. A conspiração para acabar com o Estado Democrático de Direito”, disse Malafaia.
Malafaia lembrou que Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na época, perseguiu Bolsonaro. “Todo mundo sabe como foi a eleição. Chamavam Bolsonaro de genocida, mas não podiam dizer que Lula era ex-presidiário”, disse Malafaia. O pastor citou uma série de episódios envolvendo agressões ao Supremo e ao Congresso Nacional praticados por outros políticos ou grupos de esquerda no passado, como o Movimento dos Sem-Terra (MST). Malafaia, lembrou a multa de R$ 22 milhões aplicada pelo ministro ao PL após o questionamento do resultado das eleições de 2022 feito pelo partido de Valdemar Costa Neto. Malafaia também comentou a polêmica declaração do ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, dizendo que “nós derrotamos o bolsonarismo”, em um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), no ano passado, para afirmar que “o ministro do STF tem lado”.
“Isso é uma vergonha, é uma afronta ao povo. Toda essa engenharia do mal, toda essa maldade contra Bolsonaro, covarde, ao arrepio da lei e da Constituição”, disse o pastor. Segundo ele, Bolsonaro será exaltado se acabar sendo preso por ordem do Supremo.
“Se eles te prenderem, não vai ser para sua destruição, mas para a destruição deles. Você vai sair de lá exaltado”.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso
Créditos (Imagem de capa): Agronosso Conteúdo

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