A última semana de outubro começou indicando que a pressão de baixa nas cotações da arroba ainda deve seguir presente no mercado físico do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Na contramão de uma típica segunda-feira, geralmente marcada pela ausência dos frigoríficos do mercado, nesta manhã a IHS Markit captou o registro de novos negócios a valores reajustados para baixo.
“Os volumes negociados envolveram pequenos carregamentos de animais terminados”, relata a IHS, que acrescenta: “O fator fundamental para os novos ajustes negativos ainda é a menor necessidade de compra por parte das unidades de abate, que ainda possuem escalas suficientes longas para atender os seus compromissos de curtíssimo prazo”.
Segundo apuração da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (24/10), o preço do gordo sofreu recuo de R$ 3/@ nas praças do interior de São Paulo, caindo para R$ 277/@, no prazo, valor bruto.
Por sua vez, a vaca e novilha gordas seguem cotadas em R$ 265/@ e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), no mercado paulista.
O boi-China, abatido mais jovem (com até 30 meses) é negociado por R$ 285/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
De acordo com a IHS, muitos pecuaristas estão retirando os seus lotes dos confinamentos em função dos problemas com manejo por causa das chuvas e/ou pelos altos custos com nutrição.
Em São Paulo, diz a IHS, as operações de abate seguem com programação em torno de uma semana, porém o apetite comprador por parte da indústria paulista no mercado spot é reduzido, pressionando os preços ao produtor local.
Na avaliação da IHS, muitas unidades frigoríficas exportadoras ligaram o sinal de alerta depois que a China, principal importador da carne bovina brasileira, sinalizou pagamento mais baixos para proteína bovina. “O mercado do boi gordo seria ainda mais impactado diante de uma queda repentina nos envios ao mercado chinês”, afirmam os analistas da IHS.
No mercado atacadista da carne bovina, a última semana do mês segue com volumes de vendas dentro da esperado, marcado pelo enfraquecimento sazonal de demanda (devido ao menor poder aquisitivo da população).
O consumidor brasileiro permanece recorrendo a proteínas mais baratas, como a carne suína e de frango, dizem os analistas.
Segundo a Scot Consultoria, com o mês terminando e a típica retração no consumo interno para o período, o mercado com osso negociou com preços menores na semana.
O preço da carcaça de bovinos castrados no atacado paulista caiu 2,4% no comparativo semanal, negociada a R$ 18,15/kg, enquanto a carcaça de bovinos inteiros teve queda de 2,5%, na mesma comparação, precificada em R$ 17,69/kg, puxada principalmente pelo seu dianteiro, que recuou 3,8%.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 24/10
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
Fonte/Créditos: PORTALDBO
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se