O mercado físico do boi gordo enfrenta uma semana de baixa generalizada, com a arroba negociada a R$ 315 em São Paulo, de acordo com a S&P Global Commodity Insights. A pressão baixista dos frigoríficos encontra resistência por parte dos pecuaristas, que se beneficiam de condições climáticas favoráveis às pastagens, permitindo a retenção do gado e a postergação das vendas.
"A abundância de forragem é um fator crucial para a dinâmica da oferta nos próximos meses", afirmam analistas da S&P Global.
Em contrapartida, o ritmo de negociação mais lento e a estabilidade no fluxo de animais confinados proporcionam às indústrias frigoríficas escalas de abate confortáveis. "O cenário, porém, permanece sob pressão, com frigoríficos adotando estratégias cautelosas para evitar excesso de estoque", analisa a consultoria.

A Scot Consultoria corrobora a análise, apontando o abastecimento satisfatório da demanda como fator determinante para a retração dos frigoríficos. "Boa parte das indústrias limita-se a realizar negócios pontuais, apenas para suprir necessidades imediatas", relata a Scot.
Segundo dados da consultoria, a primeira quinzena de dezembro registrou queda expressiva de R$ 35/@ para o boi gordo em São Paulo. Na sexta-feira (13/12), o animal terminado era negociado a R$ 315/@, tanto para o "boi-comum" quanto para o "boi-China". Vaca e novilha gordas fecharam a R$ 292 e R$ 310/@, respectivamente, em preços brutos e a prazo.
Cotações no Mato Grosso do Sul (Acrissul):
- Bezerro - Campo Grande: R$ 2.809,00
- Boi Gordo - Campo Grande: R$ 307,00
- Vaca Gorda - Campo Grande: R$ 292,50
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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