Nesta quarta-feira (4/1), o mercado brasileiro do boi gordo manteve o ritmo lento de negociações, situação que deve se estender ao longo dos próximos dias desta primeira semana do ano, relata IHS Markit.
“A maior parte das indústrias permanece sem intenção de compra e as indicações de preços deverão ser divulgadas apenas amanhã (quinta-feira, 5 de janeiro)”, afirmam os analistas da IHS.
Porém, mesmo com a retomada gradual dos negócios, já foi possível observar os primeiros movimentos de baixa na arroba do boi gordo em algumas praças brasileiras, acrescenta a consultoria.
Segundo apurou a Scot Consultoria, em São Paulo, o mercado começa a ensaiar os primeiros recuos na cotação do boi gordo. “Alguns frigoríficos paulistas ainda estão em recesso e, com a demanda (pela carne bovina) mais comedida para janeiro, as indústrias têm pressionado mais os preços da arroba”, ressalta a Scot.
No entanto, a cotação para o boi gordo ainda segue estável nas praças do interior de São Paulo, em R$ 280/@, enquanto os preços da vaca e da novilha gordas estão em R$ 267/@ e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo).
De acordo com a IHS Markit, os preços referenciais apontaram para recuos nas praças do Paraná, onde as indústrias locais realizam compras cadenciadas e esparsas, informa consultoria.
Dessa maneira, o menor apetite comprador conduziu os preços do boi gordo de R$ 281/@ para R$ 276/@ na região de Maringá.
Porém, diz a IHS, os volumes de chuvas satisfatórios registrados no Paraná deram suporte às pastagens, o que deve promover uma maior retenção dos animais nas propriedades, limitando avanços mais fortes nas cotações.
Em Rondônia, o menor apetite comprador das indústrias também resultaram na primeira queda da arroba local em 2023. A IHS Markit captou retração de R$ 241/@ para R$ 236/@ na praça de Cacoal. “Vale ressaltar que o boi rondoniense permanece com a arroba mais barata no Brasil”, informa a IHS.
Segundo a consultoria, neste momento, há volumes de chuvas satisfatórias em boa parte das regiões pecuárias, com destaques para São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
“Os bons índices pluviométricos nessas regiões devem favorecer a preservação de massa verde nas pastagens, abrindo a possibilidade de retenção de animais por parte dos pecuaristas”, relata a IHS.
Porém, no Sul da Bahia, as chuvas intensas estão provocando atrasos nos embarques de animais, devido aos entraves logísticos.
No mercado atacadista, a procura por reposições permanece lenta e abaixo da regularidade. “A cadeia de distribuição e varejo começa a dar maiores indícios em retomar a procura por cortes de dianteiro, tipo de demanda que havia sido paralisada desde o início de dezembro, como sugere a sazonalidade para o período”, afirma os analistas da IHS.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 4/1
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo
Fonte/Créditos: PORTAL DBO
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