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Sábado, 13 de Junho 2026
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Boi gordo: movimentos de alta nos preços perdem força; em SP, arroba recua R$ 3

Após os aumentos na referência das cotações dos animais terminados, as escalas de abate dos frigoríficos aumentaram, reduzindo o apetite dos compradores da matéria-prima

Boi gordo: movimentos de alta nos preços perdem força; em SP, arroba recua R$ 3
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A recente estratégia dos frigoríficos paulistas em aumentar a agressividade nas compras de boiadas para fechar escalas de abate mais longas funcionou e agora, com programações mais confortáveis, as indústrias locais retomaram os preços praticados anteriormente, informa nesta quinta-feira (8/12) a Scot Consultoria.

Com isso, o boi gordo “comum” (sem prêmio exportação) negociado no Estado de São Paulo sofreu redução diária de R$ 3/@, caindo para R$ 282/@ (no prazo, valor bruto), relata a Scot.

Os preços da vaca e da novilha gordas também registraram queda de R$ 3/@ sobre o dia anterior, e agora estão em R$ 262/@ e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo) nas praças paulistas.

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No mesmo Estado, o bovino com destino à exportação (“boi-China”) está cotado em R$ 290,00/@ (preço bruto e a prazo), o mesmo valor do dia anterior, acrescenta a Scot.

Apesar da queda da arroba em território paulista, a IHS Markit detectou, nesta quinta-feira, um ambiente de estabilidade na maioria das praças pecuárias brasileiras.

“A queda de braço entre ambas as pontas do mercado (frigoríficos e pecuaristas) criou um cenário de acomodação”, observam os analistas da IHS.

 

Pecuaristas continuam barganhando melhores condições de preços de olho na oferta mais enxuta de animais terminados e no maior consumo de carne nesta etapa final do ano.

Por sua vez, diz a IHS, os frigoríficos adotam estratégias para limitar os avanços nas cotações dos animais terminados, de olho na consistência do escoamento da produção e formação de estoques.

“Nos últimos dias, as altas acumuladas nos preços da arroba permitiram um avanço adequado das escalas de abate entre a maioria das unidades frigoríficas espalhadas pelo País”, relata a IHS.

De posse desse volume de animais, muitas indústrias conseguiram formar oferta suficiente para atender aos compromissos mais urgentes, no caso, o ápice de consumo de final de ano e alguns carregamentos para exterior.

Desta forma, o apetite comprador dá sinais de arrefecimento entre algumas unidades de abate, reforçam os analistas.

Segundo a consultoria, alguns frigoríficos brasileiros atuam com estratégias distintas para limitar novos repiques de altas da arroba.

“Já há relatos de plantas frigoríficas dando férias coletivas em algumas regiões, sobretudo as unidades que atuam com suas operações voltadas em atender exclusivamente o mercado doméstico”, informa a IHS.

Na ponta vendedora, destaca a consultoria, o maior volume de boiada disponível para venda é de animais terminados a pasto, em sistema extensivo.

“Os bons índices de chuvas em grande parte do Brasil durante o último trimestre de 2022 possibilitaram aos pecuaristas reter algumas ofertas de boiadas no campo para barganhar melhores condições de preços nas negociações dos lotes”, relatam os analistas da IHS.

De qualquer forma, a quinta-feira não trouxe maiores variações nos preços da boiada gorda.

No mercado atacadista, a recuperação nas vendas de carne bovina condicionou variações positivas quanto aos preços dos cortes de traseiro, observa a IHS.

No entanto, continua a consultoria, a menor demanda por cortes da ponta de agulha resultou em recuos para as cotações de alguns cortes.

“De toda forma, o mercado permanece atento à manutenção da demanda neste segundo final de semana de dezembro, com a totalidade dos brasileiros já em poder da massa salarial, fomentando forte demanda para o período”, destaca a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 8/12
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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