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Sábado, 13 de Junho 2026
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Boi gordo: continua a disputa pelo melhor negócio entre frigoríficos e pecuaristas

As indústrias seguiram com as tentativas de derrubada nas cotações da arroba, mas os pecuaristas mantiveram a estratégia de segurar a boiada no pasto, à espera de boas condições.

Boi gordo: continua a disputa pelo melhor negócio entre frigoríficos e pecuaristas
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Com o aumento gradual da oferta de bovinos terminados e o escoamento de carne regrado, as cotações no mercado do boi gordo seguem pressionadas, informa nesta terça-feira (17/1) a Scot Consultoria.

No mercado de São Paulo, o valor de referência para arroba seguiu estável, mas com sinalização de chances de novas baixas no decorrer desta semana, acrescenta a Scot.

Dessa maneira, o boi gordo paulista está valendo R$ 270/@, enquanto a vaca e a novilha gordas seguem negociadas por R$ 261/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

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O “boi-China” (abatido mais jovem, até 30 meses de idade) está cotado em R$ 275/@ em São Paulo, no prazo, preço bruto.

De acordo com apuração a IHS Markit, em âmbito nacional, a terça-feira foi de fraca movimentação de negócios no mercado físico do boi gordo.

“Apesar de haver uma tímida presença de ambas as pontas, a disparidade entre os preços preteridos pelos pecuaristas e os oferecidos pelas indústrias prejudica a efetividade de novos negócios”, ressaltam os analistas da IHS.

O embate, continua a consultoria, é reflexo da fragilidade das vendas de carne no mercado doméstico, além preços mais baixos recebidos pela carne bovina exportada (sobretudo à China), o que prejudica a mitigação dos custos dos animais à proteína.

Como resultado, a pressão baixista sob os preços da arroba segue muito presente no setor neste primeiro mês do ano, ressalta a IHS.

“Os frigoríficos buscam adquirir lotes a preços mais baixos, enquanto os pecuaristas resistem ceder ao movimento de pressão, deixando lotes mais tempo no campo em função das boas condições de pastos”, enfatiza a IHS.

Ainda assim, diz a consultoria, foram registrados negócios isolados, em função de compromissos financeiros de começo de ano por parte de alguns produtores. •

Tal ambiente foi observado entre algumas praças no Paraná, onde indústrias frigoríficas mantêm a pressão de baixa e buscam efetuar novos negócios até R$ 5/@ abaixo da máxima vigente para o valor local do boi gordo.

No entanto, tal sinalização dos frigoríficos paranaenses afastou muitos pecuaristas das comercializações, relata a IHS.

Na avaliação dos analistas, atualmente, a oferta de boiada gorda na linha de abate das indústrias brasileiras atende adequadamente os compromissos mais urgentes, fator que reduz drasticamente a necessidade de compra, fomentando a manutenção do viés de baixa na maioria das praças do País.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 17/1
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

Fonte/Créditos: PORTAL DBO

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