Nas últimas semanas, as indústrias frigoríficas brasileiras compraram lotes de boiadas gordas suficiente para deixar as escalas de abate programadas para os próximos dias. Com isso, a busca por animais terminados segue em ritmo cadenciado, contribuindo para a estabilidade nos preços do boi gordo na maioria das praças do País.
No entanto, nesta terça-feira (6/6), a Scot Consultoria detectou recuo de R$ 5/@ no preço do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) em São Paulo, agora negociado por R$ 240/@, no prazo, valor bruto.
Por sua vez, o animal “comum” (direcionado ao mercado doméstico) ficou estável, a R$ 240/@ (no prazo, valor bruto), ou seja, já não existe ágio para o boi padrão-exportação no mercado paulista.
Ainda em São Paulo, a vaca e a novilha gordas também registraram estabilidade nesta terça-feira e são negociadas por R$ 215 e R$ 230/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), acrescenta a Scot.
Segundo a S&P Global Commodity Insights, há indústrias paralisando as suas operações a partir de amanhã (quarta-feira, 7/6), véspera de feriado, devendo retornar ao mercado apenas na próxima terça-feira (13/6).
“Tal fator renovou a pressão de baixa nos preços da arroba, já que as escalas de abate se encontram alongadas, retirando o apetite comprador em muitas regiões monitoradas”, observa a S&P Global.
Na praça do Paraná, por exemplo, oferta de boiadas gordas segue bem acima da demanda vigente, condicionando recuos nos preços da boiada no Estado.
Em Rondônia, continua a S&P Global, as cotações do boi gordo também registraram novas baixas nesta terça-feira, e os animais terminados no Estado seguem como o mais depreciados no mercado nacional, frustrando as expectativas de um mercado mais sólido após a abertura de novas plantas frigoríficas com habilitação para atender ao mercado chinês.
Nas praças de São Paulo, Mato Grosso do Sul e de Goiás, os preços dos animais terminados permaneceram estáveis, apesar da forte especulação baixista, acrescenta a S&P Global.
No entanto, analistas da consultoria dizem que há uma possibilidade de os preços do boi gordo encontrarem um certo piso nas principais brasileiras a partir da última semana de junho/23, refletindo uma possível oferta mais enxuta de animais terminado a pasto (encerrando um movimento de desova da safra), bem como uma previsão de menor disponibilidade de bovinos alimentados nos cochos, devido à maior desconfiança dos pecuaristas em relação aos resultados deste ano da atividade de confinamento.
Fonte/Créditos: WWW.ACRISSUL.COM.BR
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