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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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B3 sente queda do dólar e milho despenca mais de 2% nesta 2ªfeira

Chicago ainda se apoia nos estoques e sobe 0,44%

B3 sente queda do dólar e milho despenca mais de 2% nesta 2ªfeira
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A segunda-feira (03) chega ao fim com os preços futuros do milho acumulando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 87,79 e R$ 95,85. 

O vencimento novembro/22 foi cotado à R$ 87,79 com desvalorização de 2,24%, o janeiro/233 valeu R$ 93,05 com perda de 1,38%, o março/23 foi negociado por R$ 95,85 com baixa de 1,18% e o maio/23 teve valor de R$ 94,80 com queda de 1,20%. 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, A B3 sentiu a pressão do dólar, já que está muito atrelada ao mercado de exportação. “O dólar derretendo, a semana passada trabalhava de R$ 90,00 a R$ 94,00 no porto e hoje o comprador fala de R$ 86,00 a R$ 88,00”, diz. 

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Brandalizze destaca que isso também tem reflexo no mercado interno brasileiro. 

O Brasil exportou 6.780.334,9 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) no mês de setembro, de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Sendo assim, o volume acumulado nos 21 dias úteis do mês ultrapassa em 137,89% o total de 2.850.171,7 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de setembro de 2021. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve uma segunda-feira negativa. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações apenas em Cascavel/PR, mas se deparou com desvalorizações em Ubiratã/PR, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Tangará da Serra/MT, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS, Amambai/MS, Machado/MG, Cândido Mota/SP, Itapetininga/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “no mercado doméstico, a estabilidade do dólar próximo aos R$ 5,4 e a paridade de exportação contribuindo para a sustentação dos preços trazem o milho negociado em Campinas/SP ao nível de R$ 84,50/sc”. 

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, enquanto compradores se mostram abastecidos, produtores estão focados na semeadura da safra verão. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, nesse cenário, as negociações envolvendo milho estão lentas no Brasil e os preços, estáveis. “No geral, o andamento da semeadura da nova safra está satisfatório na maior parte do Sul do País – inclusive, em muitas praças, o ritmo está acima do verificado no mesmo período do ano passado, mesmo diante das recentes chuvas. Nos portos, os preços ainda operam acima dos registrados no mercado interno, tendo como suporte a valorização do dólar”. 

Mercado Externo 

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) finalizou as atividades deste primeiro dia da semana com os preços internacionais do milho futuro operando em campo positivo. 

O vencimento dezembro/22 foi cotado à US$ 6,80 com alta de 3,25 pontos, o março/23 valeu US$ 6,87 com valorização de 3,50 pontos, o maio/23 foi negociado por US$ 6,88 com ganho de 3,50 pontos e o julho/23 teve valor de US$ 6,81 com elevação de 3,50 pontos. 

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (30), de 0,44% para o dezembro/22, de 0,44% para o março/23, de 0,58% para o maio/23 e de 0,44% para o julho/23. 

Segundo informações da Agência Reuters, os preços futuros do milho subiram em Chicago apoiados na divulgação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira de que os estoques de milho dos EUA estavam abaixo das expectativas dos analistas. 

A publicação destaca que, agora os comerciantes estão aguardando uma atualização semanal do USDA sobre as colheitas de milho e soja. O relatório semanal de progresso da safra deve mostrar a colheita de milho dos EUA com 22% concluída e a colheita de soja com 20% concluída, segundo analistas consultados pela Reuters. 

“Uma safra de soja adequada nos EUA, juntamente com uma safra sul-americana esperada e potencialmente recorde, tornará difícil para a soja manter os ralis”, disse Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage. 

Fonte/Créditos: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

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