Agricultores bloquearam estradas em várias cidades da Alemanha nesta segunda-feira (8), em protesto contra o plano do governo de revogar isenções fiscais sobre o diesel usado no setor.
A coalizão do chanceler Olaf Scholz anunciou o plano no mês passado, como parte de um pacote para cobrir um déficit de 17 bilhões de euros no orçamento de 2024.
Na quinta-feira (4), o governo anunciou um recuo parcial, decidindo manter a isenção de imposto para carros e planejando a implementação escalonada, ao longo de três anos, dos cortes nos benefícios fiscais relacionados ao diesel.
No entanto, a Associação de Agricultores Alemães disse que vai insistir na reversão completa do pacote e prosseguir com uma “semana de ação” desde a última segunda-feira dia 8.
Entre as manifestações, centenas de tratores se reuniram em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim.
A produção em uma fábrica da Volkswagen em Emden, no noroeste, foi interrompida. Os funcionários não conseguiram chegar ao local.
O presidente da associação de agricultores, Joachim Rukwied, disse que os cortes nos subsídios prejudicarão a produção agrícola e aumentarão os preços dos alimentos.
O governo alemão disse que os cortes são necessários para reduzir o déficit orçamentário e combater as mudanças climáticas.
O porta-voz do chanceler Olaf Scholz, Steffen Hebestreit, defendeu as ações do governo. “Não há nenhuma consideração dentro do governo de mudar mais alguma coisa sobre isso”, disse.
Mas os motivos podem ir além das revogações das isenções fiscais sobre o diesel para o setor. Segundo alguns agricultores que participam dos protestos, o objetivo está também em barrar uma agenda que visa cercear os interesses do agro no país, o que resultou neste grande protesto, como o que ocorreu na Holanda.
No Brasil, essa agenda está chegando e sendo aplicada em doses pequenas, para não despertar nos produtores rurais o efeito manada, e assim comprometer o sucesso do agenda, que visa controlar a produção, e sufocar o agronegócio para que não tenham força para uma reação em cadeia, que poderia comprometer inclusive na política nacional.
Fonte/Créditos: Portal Agronosso

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